Vira e mexe, na capa de revistas ou sites especializados em celebridades, aparece alguma famosa clicada sem calcinha. Desde artistas internacionais, como a “surtada” Britney Spears até as brasileiras, como Juliana Paes. As fotos das famosas sempre com alguma tarja ou balãozinho cobrindo as partes pudendas logo viram anexos de e-mails.
Lembro da primeira vez que ouvi falar de uma artista que não usava calcinha: Monique Evans. Isso foi nos saudosos anos 1980, quando a sexualidade (disfarçada de sensualidade) era exibida como exotismo brasileiro. Pensei: “que porca descarada”. Na minha mentalidade infantil, o uso da calcinha era mais que uma peça de roupa, era uma prova de dignidade.
Com o passar do tempo, fui percebendo que não usar calcinha era mais comum do que eu imaginava. Algumas famosas declaravam abertamente que nem sempre usavam a peça. Até mesmo namorada de presidente apareceu com “tudo de fora”, num camarote de carnaval. “Marca a roupa”, dizem umas. “Excita os homens”, contam outras.
Ao falar de alguma mulher que foi flagrada sem calcinha, geralmente as pessoas (principalmente do sexo masculino) imaginam alguma boazuda. Porém, a verdadeira protagonista da história nem sempre possui tais atributos físicos. E a visão do flagrante também pode não ser uma das melhores para se ter na vida.
Minha avó tinha uma amiga, que adorava ir bater papo com ela. A senhora usava sempre saias compridas, sentava-se comportadamente na poltrona da sala e, nas suas conversas, trazia o boletim da vida alheia. Todo mundo sabia que ela não usava calçola. Segundo a própria, peça incomodava, pois esquentava onde não devia.
Certo dia, a “tia descalçolada” chegou na casa da minha avó, toda sem jeito, andando torto, com os cotovelos arranhados.
- O que foi isso? – perguntou minha avó.
- Miúda, nem te conto o que aconteceu comigo! – respondeu a senhora, introduzindo o assunto.
A mulher terminou de chegar, sentou-se na poltrona, como de costume, limpou os braços e revelou o que havia acontecido com ela:
- Eu estava descendo a ladeira, pisei em falso e escorreguei. Quando estava no meio da queda, lembrei que estava desprevenida! – completou a mulher.
Minha avó caiu na risada. Dava para ver cada dente que faltava em sua boca de tão larga que era a gargalhada. E, em meio a lágrimas e soluços, perguntou:
- Sim, e que jeito você deu?
- Ah, antes de cair no chão, ainda no ar, joguei pro alto o que tinha na mão e coloquei a saia no meio das pernas! – explicou a abolicionista de calçolas. Ao ouvir a história, imaginei a cena ao estilo do filme Matrix: A velha caindo, parando no ar, desfazendo-se do que ocupava suas mãos para cobrir suas vergonhas. Então, não agüentei e acompanhei minha avó na risada. E, recompondo-me pensei: “Eis o preço da tal liberdade”.
Lembro da primeira vez que ouvi falar de uma artista que não usava calcinha: Monique Evans. Isso foi nos saudosos anos 1980, quando a sexualidade (disfarçada de sensualidade) era exibida como exotismo brasileiro. Pensei: “que porca descarada”. Na minha mentalidade infantil, o uso da calcinha era mais que uma peça de roupa, era uma prova de dignidade.
Com o passar do tempo, fui percebendo que não usar calcinha era mais comum do que eu imaginava. Algumas famosas declaravam abertamente que nem sempre usavam a peça. Até mesmo namorada de presidente apareceu com “tudo de fora”, num camarote de carnaval. “Marca a roupa”, dizem umas. “Excita os homens”, contam outras.
Ao falar de alguma mulher que foi flagrada sem calcinha, geralmente as pessoas (principalmente do sexo masculino) imaginam alguma boazuda. Porém, a verdadeira protagonista da história nem sempre possui tais atributos físicos. E a visão do flagrante também pode não ser uma das melhores para se ter na vida.
Minha avó tinha uma amiga, que adorava ir bater papo com ela. A senhora usava sempre saias compridas, sentava-se comportadamente na poltrona da sala e, nas suas conversas, trazia o boletim da vida alheia. Todo mundo sabia que ela não usava calçola. Segundo a própria, peça incomodava, pois esquentava onde não devia.
Certo dia, a “tia descalçolada” chegou na casa da minha avó, toda sem jeito, andando torto, com os cotovelos arranhados.
- O que foi isso? – perguntou minha avó.
- Miúda, nem te conto o que aconteceu comigo! – respondeu a senhora, introduzindo o assunto.
A mulher terminou de chegar, sentou-se na poltrona, como de costume, limpou os braços e revelou o que havia acontecido com ela:
- Eu estava descendo a ladeira, pisei em falso e escorreguei. Quando estava no meio da queda, lembrei que estava desprevenida! – completou a mulher.
Minha avó caiu na risada. Dava para ver cada dente que faltava em sua boca de tão larga que era a gargalhada. E, em meio a lágrimas e soluços, perguntou:
- Sim, e que jeito você deu?
- Ah, antes de cair no chão, ainda no ar, joguei pro alto o que tinha na mão e coloquei a saia no meio das pernas! – explicou a abolicionista de calçolas. Ao ouvir a história, imaginei a cena ao estilo do filme Matrix: A velha caindo, parando no ar, desfazendo-se do que ocupava suas mãos para cobrir suas vergonhas. Então, não agüentei e acompanhei minha avó na risada. E, recompondo-me pensei: “Eis o preço da tal liberdade”.



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