É sempre bom fazer aniversário, pois significa que a gente sobreviveu a mais um ano. Não sei quem foi que inventou que deveríamos comer, beber, reunir amigos, parentes, para celebrar a graça de ter dividido o mesmo mundo com a pessoa por mais 365 dias. Deve ter sido alguém que gostaria de arrumar algum motivo para ter o que festejar. E foi uma idéia bem bolada, pois a gente pode não só parabenizar o sobrevivente, mas também farrear à custa dele.
Há exatamente uma semana eu fiz aniversário. Não teve festança, mas tive as pessoas que mais amo ao meu lado. Recebi felicitações pessoalmente, por telefone, pelo Orkut... Ganhei alguns presentes, mas nenhum cartão comemorativo. E eu adoro receber cartões.
Não faço questão de cartões com mensagens originais, escritas exatamente para a pessoa que está aniversariando. Podem ser aquelas com frases já escritas, que parecem expressar tudo aquilo que não estamos com um pingo de paciência pra pensar. Aí, pra completar, escrevemos “felicidades”, “parabéns” ou um “salve” e damos nossa personalizada com a assinatura.
Confesso que prefiro os aniversários dos outros. Fico extremamente constrangida na hora de “bater o parabéns”. Não sei se bato palmas junto, se sorrio, se abraço quem está do lado... Eu me sinto perdida, incomodada em ser o centro das atenções por um par de minutos.
Acho um ritual meio sem nexo. E quem inventou a canção? Uma vez li que é americana e versão de uma outra música de escolinha, Good morning to all. Em 1942, a rádio carioca Tupi fez um concurso para a melhor versão brasileira. A vencedora foi Bertha Celeste Homem de Mello, falecida há nove anos. Dizem que ela pirava se não cantassem como escreveu: "Parabéns a você / Nesta data querida / Muita felicidade / Muitos anos de vida."
Então, o que faziam antes de importarem o “Parabéns a você”? O pior é que os gaiatos ainda acrescentaram “Está na hora de apagar a velinha”, “É pique” emendando com um “Com quem será que fulano vai casar”... Aí conseguem deixar o momento ainda mais vexatório para pessoas tímidas como eu. A cara fica vermelha, o sorriso amarelo e dá uma vontade imensa de ficar invisível. E a pobre da Bertha deve se contorcer cada vez mais em seu túmulo.
Ainda bem que neste ano nem deixei cantarem parabéns, nem acenderem velinha (no meu caso vááááárias velinhas). Achei mais gostoso comer o bolo de última hora feito com carinho pela minha mãe de coração, regrando uma garrafa de guaraná para que todo mundo pudesse beber junto com meu marido, minha mãe de verdade e alguns amigos e parentes. Depois sentamos juntos, rimos de algumas bobagens e saí para trabalhar.
Pensando bem, tive uma festança, sim. Não teve cascata de fogos, buffet chique, banda famosa, nem convidados da alta sociedade. Mas pude celebrar a graça de estar dividindo o mundo por mais 365 dias com pessoas que amo e aprendi a amar. Momentos como estes são raros, pois só acontecem de ano em ano.
Há exatamente uma semana eu fiz aniversário. Não teve festança, mas tive as pessoas que mais amo ao meu lado. Recebi felicitações pessoalmente, por telefone, pelo Orkut... Ganhei alguns presentes, mas nenhum cartão comemorativo. E eu adoro receber cartões.
Não faço questão de cartões com mensagens originais, escritas exatamente para a pessoa que está aniversariando. Podem ser aquelas com frases já escritas, que parecem expressar tudo aquilo que não estamos com um pingo de paciência pra pensar. Aí, pra completar, escrevemos “felicidades”, “parabéns” ou um “salve” e damos nossa personalizada com a assinatura.
Confesso que prefiro os aniversários dos outros. Fico extremamente constrangida na hora de “bater o parabéns”. Não sei se bato palmas junto, se sorrio, se abraço quem está do lado... Eu me sinto perdida, incomodada em ser o centro das atenções por um par de minutos.
Acho um ritual meio sem nexo. E quem inventou a canção? Uma vez li que é americana e versão de uma outra música de escolinha, Good morning to all. Em 1942, a rádio carioca Tupi fez um concurso para a melhor versão brasileira. A vencedora foi Bertha Celeste Homem de Mello, falecida há nove anos. Dizem que ela pirava se não cantassem como escreveu: "Parabéns a você / Nesta data querida / Muita felicidade / Muitos anos de vida."
Então, o que faziam antes de importarem o “Parabéns a você”? O pior é que os gaiatos ainda acrescentaram “Está na hora de apagar a velinha”, “É pique” emendando com um “Com quem será que fulano vai casar”... Aí conseguem deixar o momento ainda mais vexatório para pessoas tímidas como eu. A cara fica vermelha, o sorriso amarelo e dá uma vontade imensa de ficar invisível. E a pobre da Bertha deve se contorcer cada vez mais em seu túmulo.
Ainda bem que neste ano nem deixei cantarem parabéns, nem acenderem velinha (no meu caso vááááárias velinhas). Achei mais gostoso comer o bolo de última hora feito com carinho pela minha mãe de coração, regrando uma garrafa de guaraná para que todo mundo pudesse beber junto com meu marido, minha mãe de verdade e alguns amigos e parentes. Depois sentamos juntos, rimos de algumas bobagens e saí para trabalhar.
Pensando bem, tive uma festança, sim. Não teve cascata de fogos, buffet chique, banda famosa, nem convidados da alta sociedade. Mas pude celebrar a graça de estar dividindo o mundo por mais 365 dias com pessoas que amo e aprendi a amar. Momentos como estes são raros, pois só acontecem de ano em ano.



3 comentários:
Buáaaaaaaaaaaa!!!
Eu nem fui...
Mas abracei depois, na praça, né???
Eu sinto mais ou menos a mesma coisa, só discordo dos cartões. Se não for com "mensagem pessoal", eu dispenso. E dispenso mais ainda os da internet. Blargh!
Beijoooo
(E cadê seu cadastro no "blog dos blogs da Costa do Cacau"?
(http://oblogdosblogs.wordpress.com )
HUmmm... bolo foi?
hummm.. de chocolate?
hummm... eu amo aniversários, e se for o meu mais ainda pois adoro ganhar presente.
O meu niver desse ano só me deram tranqueira, me deu uma raiva, dei de comer de beber pro povo e eles me deram 1 blusa de 9,90 da Riachuelo que toda piriguete tem uma igual, 1 porta joias de 1,99, Um creme para os pés e um kit para manicure, pensa aí!!
Garrei um ódio desse negócio de aniversário
hahahahahahahahaahaa
Tem novidade no Blog dos blogs da Costa do Cacau, passa lá pra ver: http://oblogdosblogs.wordpress.com/blogando-aqui/
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