sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Auto do Boi da Cara Preta

Para quem já assistiu matar a vontade e para quem ainda não viu ter uma noção do que está perdendo:

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

ZOOM...

Dá uma tontura, uma angústia, mas é muito legal! A arte é parecida com a capa do CD "Nine Lives", da banda Aerosmith, que reproduz um zoom infinito.
Clique na imagem e acesse o site. Para dar "zoom in" ou "zoom out", é só segurar o clique em qualquer ponto do desenho e arrastar para frente ou para trás. Boa viagem!

Fonte: bobagento.com


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Palavras de sabedoria

“Às vezes vc chora e ninguém vê as suas lágrimas…

Às vezes você se entristece e ninguém percebe a sua tristeza…

Às vezes você sorri e ninguém percebe o seu sorriso…

Agora… PEIDA pra você ver…”


http://www.perguntascretinas.com.br/

Pura presepada

Sabe quando vemos uma pessoa cheia de marra, arrotando grosso, se achando o último biscoito recheado do pacote e dizemos: Isso aí é pura pressão? Pois é, este vídeo é um retrato deste povo presepeiro:

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Pra não dizer que não falei das flores

Como alguns me tacharam de preconceituosa e insensível, resolvi escrever um pouco mais sobre flores, pegando carona no título da memorável canção de Geraldo Vandré.
Um dia desses, a caminho do trabalho, vi um motoboy saindo da floricultura com um buquê de rosas lindo. Estava muito bem enfeitado, envolto num papel cheio de pequenos corações brancos e uma fita vermelha amarrando o arranjo. Então pensei: “Alguém vai abrir um grande sorriso”.
Lembro que, quando ainda estava na escola, suspirava ao ver as colegas recebendo buquês dos namorados ou admiradores secretos. Eu e o resto da turma das rejeitadas até combinamos de nos presentear, só para mostrar que também poderíamos ser queridas. Mas, concluímos que isto seria o cúmulo do encalhamento.
A primeira pessoa que me deu flores foi o meu marido, na época em que namorávamos. Não era nenhuma data especial. Ele disse que apenas sentiu vontade de me dar uma flor. Era um botão de rosa perfumado que valeu a emoção de um buquê imenso. Mais besta fiquei quando soube o significado, já que dar uma única rosa quer dizer “sou louco por você”.
Depois de abrir o meu “sorrisão”, veio a preocupação: como vou guardar a minha flor? Coloquei-a num jarro com água gelada, pois diziam que ajuda a conservar. Mas, não teve jeito. Ela foi murchando, as pétalas caindo... Senti uma dor no coração, pois não queria jogar fora aquele presente carinhoso. Cortei o talo e coloquei junto com as cartas que meu amor havia me mandado. Mas, a flor ainda estava úmida e acabou dando mofo em tudo.

Outras flores vieram depois da primeira. E, sempre que elas morriam, vinha o sentimento angustiante. Como me desfazer de algo escolhido com tanto carinho? Receber flores se tornou algo ambíguo. Quando ganho, fico feliz, mas depois fico triste. Nem mesmo aquelas que vêm em vasos duram muito. Nunca sei se morrem por vencimento do “prazo de validade” ou falta de cuidados meus. Acho que um cacto poderia ser mais adequado para mim.

Símbolos de amor, pureza, paz, religião, as flores encantam. Só não causam alegria em casos de enterro ou velório. E, mesmo fora deste contexto, algumas podem despertar sentimentos não muito agradáveis. Um exemplo são os crisântemos amarelos, que me dão arrepios por sempre marcar presença nos cemitérios.

Por isso, antes de presentear alguém é bom fazer uma pesquisa. Flores de tipos e cores diferentes podem passar mensagens variadas. E, se quiser apelar para o romantismo, evite os motoboys. Grandes buquês fazendo entradas triunfais podem impressionar. Mas, para derreter o coração, as pompas são desnecessárias. Afinal, a intenção é o tempero da atitude.

E NO SHOW DO EMO X ZERO...





domingo, 24 de agosto de 2008

Troféu proibido

Nunca imaginei que falar sobre os “Troféus de Piranha” fosse algo tão perigoso. Mostrei o texto a uns amigos meus e eles me alertaram primeiro, dizendo que eu estava sendo preconceituosa. Aí, reli o texto e mudei alguns parágrafos, deixando ainda mais claro que nem todas que recebem os famigerados buquês são piranhas e que nem todos que os compram querem exclusivamente faturar a presenteada.
Mas, mesmo mudando alguns parágrafos, para evitar que qualquer pessoa “direita” se sentisse ofendida, o “Troféu de Piranha” foi vetado. O segundo alerta que recebi: “As piriguetes vão te pegar na rua, vão te dar uma pedrada e quebrar sua cabeça”. Pronto. Este conselho foi o ponto de partida para minha mente embarcar no “Fantástico mundo de Bobby”.

Imaginei meu texto sendo publicado no site mais lido da região e todas as piranhas, vadias, piriguetes, “se boteiras”, pistoleiras e pregueteiras se enfurecendo ao ler as minhas colocações infames. Então, numa noite fria, com uma garoa bem fina caindo, elas me surpreenderiam quando eu tentasse sair de casa. Viriam vestidas com seus guarda-roupas de batalha: tops minúsculos, blusinhas decotadas, calças de cintura baixa com a marquinha do biquíni a mostra, sandálias com salto de acrílico e cabelos entupidos de Kolene. Armadas com tochas, foices e celulares V3 com capas do Paraguai. O meu fim seria aparecer nas páginas policiais: “Jovem é atacada após ofensa às piris”.
Matutei, refleti e concluí: Será que as piranhas assumidas teriam realmente ficado chateadas com o meu texto sobre os troféus de piranha? Não disse que mereciam ser lançadas à fogueira e muito menos quis dar a entender que são criaturas inferiores. Diferentes, talvez. Afinal, ainda há muitos que as acham boas, gostosas, filés da Bahia...
Parece que falar de piranhas pode ser tão perigoso quanto fazer caricaturas do profeta Maomé ou pular o muro de um quartel à meia-noite. Apesar de tentar evitar qualquer mal-entendido, o meu texto sobre o “Troféu de Piranha” continuou ameaçador. O engraçado é que eu não usei o termo para chamar as mulheres que recebem o buquê de vagabundas. Apenas falei um pouco sobre o objeto e contei uma história que vivi. Mas, como diz o ditado popular: “De boas intenções o inferno está cheio”.

Seguem abaixo os trechos que tentei aliviar:

(...)Também não quero tirar o romantismo do troféu de piranha. Ainda há aqueles que o compram para agradar a amada de forma sincera. Estes são raros, mas existem. Para demonstrar seu carinho publicamente, presenteiam não só suas namoradas, esposas ou amantes. Dedicam os buquês também às suas amigas, filhas ou qualquer outra mulher que tenham carinho.

Eu aprendi este termo quando tinha uns 11 anos. É bastante preconceituoso, mas não deixa de ser engraçado. Certa noite, minha mãe e um ex-namorado dela me chamaram para comer pizza. Na mesa em frente, havia um casal bem peculiar: um homem mais velho com uma jovem em trajes condizentes com o nome pejorativo do troféu. Quando o vendedor chegou com a cesta, com pequenos buquês arrumados em círculo, minha mãe me puxou para repassar o seu ensinamento: chamam aquilo de troféu de piranha.
Comecei a acompanhar o vendedor pela pizzaria. Ele tinha sua estratégia de venda muito bem feita: chegava só em casais. De repente, o rapaz foi chamado pelo estalar de dedos do homem da mesa da frente. Aproximou-se da cesta, puxou o troféu e o ergueu à frente da ninfeta. (...)
Na semana passada, descobri que o famigerado troféu de piranha está acompanhando os avanços tecnológicos. As flores são artificiais acompanhadas de fibras óticas. O buquê, apoiado em uma base plástica, muda de cor gradativamente. Estes não vieram para substituir os antigos, pois são vendidos com uma utilidade a mais: peça de decoração. Mas, para mim, ainda são troféus de piranha.